É já amanhã!

Coroa de Advento - 2014

É já amanhã que se inicia o Advento! Tempo de espera, vigilância e de alegria!

Manter a vigilância e aumentar o amor pelo Menino Jesus passa por nos prepararmos e ajudarmos a nossa família a preparar-se para este tempo.

Cá em casa, faremos pelo segundo ano a árvore de Jessé. Correu muito bem, o ano passado, como atividade familiar e catequética. E claro, a coroa e o Presépio não podem faltar! Depois em cada serão, a oração familiar e do terço ajudam nesta caminhada até ao Natal.

Amanhã, bem cedo, com a energia barulhenta e própria das nossas manhãs de domingo, a casa vai receber as transformações do Advento, e de início de um novo ano litúrgico. A transformação externa é uma adjuvante da transformação interna. Uma transformação, que queremos, bem iluminada para recebermos o Menino Jesus, nos nossos corações! Que Maria nos ajude!

Se ainda não planearam o tempo de Advento ou querem experimentar uma nova atividade familiar aqui fica este artigo, com ideias bem giras, para fazerem na vossa casa!

Um abraço!

arvore-natal

árvore de Jessé – 2015

1 dezena =10 avé-marias

rosario

A aprendizagem por projetos mobiliza vários conhecimentos e competências. É uma das formas, que realizamos cá em casa, e sempre recebida com entusiasmo.

O projeto deve ser algo com interesse para a criança, e/ou que lhe apresentemos como um desafio a descobrir.

E, como hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário, quisemos ter um miminho especial para com a nossa Mãe celeste. Decorámos o nosso oratório lembrando o pedido de oração do terço diário para alcançar a paz!

(E já sabem deste convite para dia 18 de outubro às 9h ?

Nós aceitamos o convite! Juntem-se a nós!)

E, porque não associar o terço, tão conhecido cá em casa pela pequenada, para:

  • Solidificar o conceito de dezena?
  • Escrever novas palavras?
  • Explorar os sons que a constituem?
  • As sílabas?
  • Cada letra?
  • E o sentido estético?
  • E a estimulação da motricidade fina?
  • E fazer somas que decomponham a dezena?
  • E descobrir, pela observação, as propriedades da adição?
  • E dizer os nomes das cores de cada dezena em inglês?
  • E…

Afinal, não é apenas um desenho, com uma das orações marianas mais antigas e poderosas (e que já seria bastante!). E de certo, vão descobrir mais conceitos para aprender com o terço! Deixem na caixa de comentários ou, se preferirem, enviem mail  com mais ideias para utilizar esta belíssima ferramenta de aprendizagem!

Próximo passo, será chegarmos às 50 unidades – 5 dezenas de belíssimas avé-marias😉 De dezena em dezena, lá chegaremos!

Um abraço!

 

Início de ano letivo 2016/2017

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Por cá já se iniciou o ano letivo! :) Com alegria e trabalho a valer.

Julho foi o mês do planeamento e organização, e agosto o das férias em família. Houve viagens, praia, campismo, dias em família sem tecnologias (nem sequer eletricidade🙂 ), dias com amigos, dias de arrumações e jardinagem, dias de jogos, risos e abraços todos juntos…tão bom! É o mês que nos enche as baterias para mais um ano!

Este é o nosso primeiro ano, de forma mais formal, com a nossa filha mais velha -o 1º ano.

O pai presenteou o nosso 1º dia com estas pinturas na parede de tinta de ardósia (fácil e barata).

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A chamada para a escola (às 8.30h) é feita com uma música previamente escolhida pelas meninas para o efeito. Um horário colorido e com imagens (afixado na sala e no quarto) ajuda-as a recordar as tarefas prévias: pequeno-almoço, lavar cara e dentes, vestir e arrumar a cama , um pouco de brincadeira e chegou a hora tão desejada…

A música ecoa pela casa e aparecemos todas a cantar e a dançar na sala. Com o final da música, chega a hora de nos sentarmos no tapete e dá-se início ao período da “cesta surpresa” ou  “morning time” (período inicial da manhã de cerca de 30 minutos em que oferecemos o dia, rezamos e aprendemos um pequeno versículo, ouvimos uma história bíblica, uma poesia, uma história da vida de Jesus, e surge uma pequena catequese que venha a propósito dos temas anteriores,…)

Para descobrirem o que estava na cesta do “morning time” perguntei:

– Nesta cesta estão livros que nos ajudam a conhecer o que temos de mais importante na nossa vida. Sabem o que é?

Resposta pronta da minha filha (de quase, quase 6 anos) – Jesus!

Não é de uma mãe ficar feliz?!😀

“Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna”. João 6, 68

 

Também as regras e os objetivos pessoais foram questionados. As regras sofreram pouquíssimas alterações do que a minha filha propôs inicialmente … presumo que as crianças tenham um sentido de justiça e ordem bem apurado🙂

Já alguns objetivos precisam de alguns ajustes … parecem-me um pouco irrealistas…também faz parte…sonhar faz parte de ser criança! E quem sabe, se não é a adulta que precisa de sonhar mais alto!🙂

Com o entusiasmo de quem quer aprender, com as regras estabelecidas e com os objetivos na mira, estamos prontas para este ano!

Bom ano letivo a todos!

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Instantes – Ensino doméstico

Contar histórias

Ao observar algumas fotografias, tentei categorizá-las, considerando a modalidade de ensino doméstico. Aqui fica, como vivemos o ensino doméstico, em registo fotográfico!

Uma das melhores coisas que tem acontecido até agora é perceber que cada criança pelas suas atitudes e comentários quer aprender!

Não, não apenas, e somente, o que quer. Não. É aprender porque quer. Deseja saber mais, explorar. Existem regras, limites e propostas de trabalho, pois claro! E o mais desafiante é mesmo saber parar.

Mas, não imaginem o nosso modelo de ensino doméstico como uma escola convencional. Há sim – horários para atividades de aprendizagem estruturadas (fora e dentro de casa), para os passeios com os amigos, para realizar as diferentes tarefas que cada um é responsável.

Mas a verdade, é que não há horários para aprender. A aprendizagem não se finaliza, é um processo contínuo. E está presente todo o dia de forma mais ou menos formal.

Aprender não deve ser uma dissonância entre livros, matérias curriculares e vida. Deverá ser uma belíssima complementaridade. Para isso acontecer, devemos juntar gosto e vontade, tempo para observar e escutar com atenção, aprender e ensinar de forma desafiante, criativa e motivadora.

Se, por um lado, nos interessa conhecer as metas curriculares de cada ciclo para orientar a aprendizagem, também é verdade, que a aprendizagem tenta ser o menos possível, espartilhada em disciplinas. Pretendemos um conhecimento unificado, crítico, que produza sabedoria.

Como fazemos?

Tudo resulta de vários fatores, mas no nosso caso, e correndo o risco de simplificar demasiado, aqui ficam 5 fatores principais.

1- Talvez uma das coisas mais importantes tenha sido a  leitura desde tenra idade. Todos os dias, lê-mos muitos contos, poesia. Se tivesse, que dizer qual o livro favorito deste momento (baseado no número de vezes que o leio em voz alta) diria: “Fada Oriana”. Estranhamente, só aparece no plano nacional de leitura no 5º ano.

O desejo de aprender a ler aparece muito cedo, porque querem ser autónomos nessa maravilhosa “janela” que é a leitura. Recontar o que ouviram, questionar e discutir a interpretação do que foi lido, faz parte deste processo.

E a mais nova, já “lê” histórias, nas brincadeiras de faz de conta – que sou mãe😉

 

2- Aproveitamos a natureza, as diferentes estações e a beleza e variedade que ela nos oferece. Por um lado, o movimento gera aprendizagem cognitiva. Não só em aulas estruturadas de ballet ou natação… mas principalmente na exploração do meio que nos rodeia. A exploração pelos sentidos da fauna, flora, do céu proporcionam questões riquíssimas e inúmeros projetos de aprendizagem com leituras apelativas. É também importante contemplar e conhecer a natureza para sermos respeitadores desta magnífica criação. É sempre uma belíssima forma de estarmos em família e com amigos. E mais perto de Deus.

 

 

3 – Fazemos visitas temáticas.  E durante as visitas,”perdemos tempo” a conversar (aprender com o outro) e a conhecer pessoas com vidas tão diferentes da nossa. O nosso património é riquíssimo e a História e cultura aprendida pela leitura e visita dos locais e conhecimentos dos habitantes, onde se passaram aquelas aventuras, tem outro impacto.

O conhecimento da nossa História tem recursos muito interessantes para crianças mais pequenas, levando a um conhecimento estruturado e não “debitado” num penoso semestre. Neste momento, estamos a usar estes aquiaqui e aqui e ainda este.

4- Aproveitamos todos os recursos humanos (avós, amigos, famílias, tios, irmãos, professores, conhecidos, desconhecidos) e materiais disponíveis, para nos ajudarem neste processo maravilhoso de: descobrir, analisar, pesquisar, experimentar, adquirir, consolidar, relacionar, integrar e utilizar conhecimentos e competências.

 

5- Por fim, mas não o menos importante cultivamos a nossa vida interior, por meio dos sacramentos e da oração pessoal e familiar. E, o tempo litúrgico é uma ferramenta pedagógica tão rica!

 

Porque é que a lua se pode ver de dia?

Viagem pelo sistema solar

–  Mãe, porque é que em alguns dias vemos a lua durante o dia?

São perguntas deste tipo que nos levam à descoberta! É o método científico em potência.

Da observação do que o rodeia, da curiosidade, o homem levanta hipóteses. Existe um problema a resolver, uma teoria a desenvolver!

A ciência resulta da observação e experimentação ética. Os resultados credíveis não são fruto de “fast science”. Atualmente, a “ciência” aparece em qualquer lado, tantas vezes mascarada de doutora, não passa de uma miserável equivalência à pré-escola.

Temos de ser criteriosos com as fontes que consultamos. Atualmente, existe muita informação acessível mas também alguma (ou muita) pouco credível ou até completamente errada. E tantas vezes essa informação inunda o pensamento de uma sociedade demasiado veloz e também por isso pouco reflexiva.

Se queremos criar um espírito crítico nos estudantes temos de proporcionar espaço e tempo para a observação, para a criação de hipóteses, para a pesquisa, para a elaboração de uma teoria. Oportunidades, otimismo e dedicação desenvolvem o raciocínio, assente numa sólida formação integral. Foi assim, que se criaram teorias como a do Big Bang pelo Padre Georges Lemaître  (astrónomo e físico).

Nas crianças, é tão interessante observar que elas “criam” os problemas. A sua curiosidade é  natural e as suas questões pertinentes. Se tivermos isso em consideração, percebemos que a tarefa de ensinar está muito facilitada. É só ter o cuidado de não aniquilar a curiosidade – “motor de arranque” da aprendizagem e da motivação!

Respostas como: “Um dia quando fores mais velha, veremos isso!” estão assim, logicamente, fora de questão…desprezaria a curiosidade e consequentemente o gosto por aprender.

Salientei que a questão, era de facto muito gira, e que teria de estudar para lhe dar uma resposta segura. Foi o que aconteceu. O tema foi debatido em família de forma muito animada neste domingo, com o nosso filho mais velho. Depois apresentei-o às meninas (2 e 5 anos) com este programa, partes dos vídeos, experiências, e com muita brincadeira. A brincadeira e o jogo são formas naturais das crianças aprenderem.

Alguns santos, como São João Bosco podem ensinar-nos isso mesmo e muito mais! Aqui fica um pouco do seu método. São métodos eficazes e atuais que nos ajudam a educar com alegria as nossas crianças e jovens abrindo os seus corações à graça divina.

E assim foi o nosso estudo:

1º- Oferecemos as nossas “missões espaciais” a Maria e pedimos-lhe proteção.

Tínhamos de nos preparar para as missões que seriam muito difíceis! Para irmos com confiança cantámos com alegria 2 cânticos. Imprimimos as letras aqui.

Preparação da Viagem ao Sistema Solar

2- Aprendemos porque é que se pode ver a lua durante o dia, mas também sobre a sua órbita e as suas fases.

3- E chegámos ao sistema solar!  A brincar aos astronautas, visitámos e aprendemos sobre planetas em duas manhãs de brincadeira!

3- Para descolarmos a nave também tivemos de contar de forma regressiva: “10,9,8…0!!!”

4- Divertimo-nos imenso!

A título de exemplo; a nossa sala era a Nasa.

Os astronautas tinham de aprender tudo sobre as missões. Tinham de fazer provas teóricas (pintar os planetas e numerá-los) e físicas (…5 flexões, a cambalhota…).

Depois da preparação inicial e com confiança cantámos com alegria.

O comandante da Nasa (a mãe), dizia à tripulação (as filhas) da nave espacial:

– Vamos em missão até Júpiter, o maior planeta do sistema solar. Têm de ter cuidado com as tempestades e com as várias luas que orbitam o planeta! Tragam amostras de pedras e poeiras! Esta missão é muito perigosa, têm de ser corajosas!

No regresso, as astronautas tinham de apresentar as amostras (todos os objetos que se lembravam de colocar na mala das recolhas…sim…equivale a desarrumação ) e o relatório da viagem🙂

E fizemos missões desde Mercúrio até Neptuno…e está prometido que veremos Vénus no céu e que vamos observar e registar as fases da lua todas as noites durante 1 mês😉

E a seguir, que projetos virão? É só ouvir atentamente e deixar correr a imaginação…

Boas brincadeiras e jogos que é como quem diz: boas aprendizagens!

 

 

 

 

Em Maio, todos os caminhos vão dar a Maria!

Maria

Neste mês dedicado a Maria, todos os carinhos que lhe possamos dedicar fazem as delícias desta nossa querida Mãe. E, ao mesmo tempo fazem-nos crescer nessa amizade que nos guia o caminho.

Em família e com uma família amiga visitámos um Santuário Mariano.

No Santuário, perguntámos às crianças se gostariam de dirigir uma dezena do terço.

A intenção inicial era motivá-las e rezar uma dezena. Mas, de dezena em dezena, quiseram rezar o terço completo!

Quem entrava, olhava com ternura, aqueles pequeninos que oravam e orientavam com empenho e carinho cada Avé-Maria, cada jaculatória.

Que ternura, aquela imagem! Sem as complicações dos adultos, sem vergonhas ou receios. Pura e simplesmente, as crianças usam a linguagem do amor.

Eu fiquei envergonhada mas feliz! Avaliei tão por baixo as suas capacidades. Uma dezena, foi o objetivo que tinha traçado inicialmente…como me enganei redondamente!

O terço é a oração de quem se enamora com Maria e uma criança sabe-o muito melhor que um adulto. Os seus olhos estão límpidos e ligados ao coração.

Claro, que não é todos os dias que querem rezar o terço! Cá por casa, as mais pequenas brincam enquanto rezamos ou pintam os mistérios desse dia, ou levam colo e mimos, e de vez em quando, querem rezar uma Avé-Maria. E, saem do colo e brincam mais um pouco…ou fazem uma oração e uma pintura para o oratório familiar. E fazem barulho… muito!! Cada vez, menos🙂 Mas, estão sempre presentes e alegres. E isso, é que importa.

Mas naquele dia tão especial, aos pés de Maria e de Jesus Sacramentado, uma dezena saberia realmente a pouco! E assim foi🙂

Jesus e os pequeninos 

Apresentaram-lhe uns pequeninos para que Ele os tocasse; mas os discípulos repreenderam os que os haviam trazido. Vendo isto, Jesus indignou-se e disse-lhes: «Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.»

Depois, tomou-os nos braços e abençoou-os, impondo-lhes as mãos.

Mc 10, 13-16

 

 

Escolher … o sol!

Dia da Espiga 1

Hoje o dia não acordou animado… metereologicamente falando!🙂

Mas a animação, não depende do estado do tempo, ou de outros tantos fatores externos que nos podem influenciar. A animação vem da escolha certa.

Uma escolha certa, também não significa, a mais fácil. Mas, é sem dúvida, a que mais nos convém para crescermos em plenitude. O ânimo decorre da livre escolha de entregarmos a nossa vida como uma oferta maravilhosa aos outros, por Deus.

Por isso, faça chuva ou faça sol, a recompensa dessa entrega veio hoje na forma:

  • de uma carta deliciosa oferecida por uma amiga das minhas filhas,
  • de sorrisos,
  • de conversas animadas,
  • de pessoas que se conhecem,
  • da partilha que saboreámos no clube de olaria.

Olaria

E ainda, quando cumprimos a tradição de fazer o ramo da espiga (numa trégua da chuva que teima em continuar) recordando antigas tradições e falando da Ascenção de Jesus ao céu.

Dia da Espiga 1

Ao fazermos os ramos, lembrei-me na delicadeza de uma doente que conheci. Todos os anos, nos ia entregar no serviço (do Hospital onde trabalhei durante 11 anos) um ramo para cada pessoa.

Nunca se esquecia de ninguém nesse gesto. Um gesto tão simples e ao mesmo tão cheio de generosa afetividade e gratidão. Foi com a recordação de pessoas tão generosas e que foram mestres na arte da entrega e do amor que o meu pensamento se deteve.

Dia da Espiga 2.jpg

Agradeço, ter conhecido e aprendido com tanta gente boa que o que conta na vida, são gestos simples mas tão cheios de plenitude. Que o que conta é amar. Amar sem limites.

Claro, que na minha imperfeição, estas são, palavras ambiciosas. Embora o saiba e conheça os meus erros e limitações gosto de colocar no horizonte estas metas. Por muito ambiciosas que pareçam (e são!) norteiam as minhas escolhas diárias e futuras. E um dia de cada vez, peço ajuda e tento fazer e ser, um pouco melhor.

É preciso amar, pois Deus é amor – Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.

E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida. É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.

Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros.
A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós. Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito participar do seu Espírito.

Nós o contemplámos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. Quem confessar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele.

É nisto que em nós o amor se mostra perfeito: em estarmos cheios de confiança no dia do juízo, pelo facto de sermos neste mundo como Ele foi.

No amor não há temor; pelo contrário, o perfeito amor lança fora o temor; de facto, o temor pressupõe castigo, e quem teme não é perfeito no amor.

Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém disser: «Eu amo a Deus», mas tiver ódio ao seu irmão, esse é um mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. E nós recebemos dele este mandamento: quem ama a Deus, ame também o seu irmão.

1 Jo 4 (7-21)