Ideias para as férias de verão 2

O jogo é uma das formas mais divertidas para nos rirmos em família e para aprender ou consolidar conhecimentos. Além disso, podemos treinar o controle do mau humor quando perdemos; a respeitar as regras e os outros; a leitura e a escrita e ainda aprender sobre vários temas.

Para a minha filha de 6 anos, descobri que treinar a leitura ou a construção de palavras, de forma bastante entusiasmada, pode ser feito com alguns jogos em que toda a família também aprende várias competências, tais como: a saber esperar pelos mais novos e a ter mais paciência.

Assim, a leitura tem sido realizada com questões para os pais e o irmão mais velho (e até já sabe responder a muitas delas) neste jogo – o SUPERTMATIK – Quiz Cristianismo.

E a construção de palavras com o jogo Scrabble. É um jogo de tabuleiro em que construímos palavras cruzadas utilizando uma letra das palavras já construídas.

Para iniciar, os mais novos nestes jogos, precisamos de saber que um jogo irá demorar muito mais tempo que o normal e que no início a ajuda necessária é elevada. Mas, rapidamente e com alguma paciência torna-se um prazer jogar com os mais novos.

Bons jogos!

2º Encontro de Famílias por Isabel Garcia

Ensino Doméstico Católico

Almada, 06 de Julho de 2017

Que o Espírito Santo conduza estas palavras…
Que não seja eu, mas Tu em mim, Senhor…
Te louvo, Te bendigo pelas graças derramadas em nós, Tua família.

O encontro. Foi o que vivemos no passado dia 2 de Julho na Quinta dos Álamos. O 2º encontro de famílias em ensino doméstico católico. Encontro vivo, deixou ecoar fundo no coração, o encontro amoroso com o Pai. Relembra-nos que, em Cristo, quando um(a) filho(a) pródigo(a) volta a casa do Pai….experimenta, em júbilo, a misericórdia, porque quando, pretensamente, “declara independência” do Pai e saí…corre o risco de se perder eternamente. É pois, pela misericórdia divina, que poderá um dia, regressar. Nesse dia reconhecerá a sua necessidade de conversão e desejará ardentemente voltar…tantas vezes sem suspeitar que já a volta está sendo preparada, há tanto, pela amorosidade do Pai. Ao reflectir sobre isto verifica que, enquanto recusou olhar…

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Notícias – 2º Encontro de Famílias

Ensino Doméstico Católico

Notícia em: http://noticiasdesetubal.pt/content/projeto-pontes

Foto 2º Encontro (1)

Decorreu, no passado domingo, dia 02 de julho, na Quinta do Álamo, o 2º Encontro de Famílias organizado pelo projeto PONTES. O tema foi: “Família – Base da Sociedade”.

O Encontro contou com a presença do Bispo diocesano, D. José Ornelas, que ouviu atentamente o que se tem feito nos 2 anos de existência deste projeto, bem como as partilhas realizadas pelas famílias presentes. Salientou-se a beleza de ser família e de ser família no conjunto alargado que é a família da igreja e na sociedade.

De acordo com as palavras de D. José Ornelas, a beleza e o contributo de uma família madura para servir outras famílias, e assim a sociedade, foi uma das considerações no seu ensinamento, e que nos deu a alegria de escutar o papel que cada um de nós pode desempenhar.

Uma família madura em busca e em saída, consciente da sua…

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Salão de beleza

Foi um ano de trabalho intenso e antes de escrever este post penso na terrível tragédia dos incêndios que arrombou o nosso país, nas famílias desfeitas, nas vidas que foram cortadas de forma tão cruel sem uma explicação aos nossos olhos. Recebemos o dom da vida, de graça, mas a nossa condição humana é tão frágil … perante tragédias como esta, como é que podemos continuar a achar que temos poder sobre a vida e a morte?!

Vale a pena, refletir e discutir sobre estes assuntos. Um tema que nos pode ajudar é a discussão sobre a eutanásia. Fica uma proposta para quem estiver perto: esta sexta feira, dia 23 de Junho, pelas 21h00, realiza-se na Paróquia de Santa Maria (Barreiro) uma conferência com o tema: “Afinal, quem é o Homem? O erro da eutanásia”.

Por cá, estamos a encerrar os clubes do ano letivo 2016/2017. Encerramos o 2º ano de clubes do projeto PONTES e estamos a pouco mais de uma semana do 2º Encontro. O mês de julho é mês de balanço e planeamento. Ontem recebemos uma grande prenda de final de ano letivo. Uma prenda recheada de pormenores e delicadeza e embrulhada em amizade. Estreámos o clube do “faz de conta”. Um clube dedicado à atividade mais importante das crianças: a brincadeira, o faz de conta.

A nossa querida Isabel, preparou com tanto esmero e delicadeza o clube que me fez saborear intensamente o prazer da amizade. Da amizade que cresce nos desafios, no trabalho, na partilha, nas conquistas, nas perdas. A amizade que fortifica os nossos corações. A Isabel e a sua filha prepararam um “salão de beleza” com todo o rigor! Mas na oração, que iniciou o clube, a Isabel focou-se na beleza mais importante. Pediu pela nossa beleza interior, a que agrada a Jesus.

Aquela beleza que nos leva a rezar pelas pessoas que partiram, a rezar pelas suas famílias, a ajudar a reconstruir o que e quem ficou. A beleza que vem do amor. A constatação da nossa vulnerabilidade e dos nossos erros, só nos pode mostrar que o caminho possível é a humildade, de nos sabermos tão pequeninos perante o universo, as forças que o movem, perante Deus.

Em jeito de balanço deste ano percebo que o mais importante foi trabalhado e desenvolvido no projeto PONTES: a alegria de servir, a amizade, o crescimento de valores. Para o planeamento do próximo ano letivo só posso pedir que a humildade continue a crescer nos nossos corações em sintonia com a amizade e o amor aos outros. Só assim, poderemos servir mais e melhor. Que nos deixemos regar com alegria pelas gotas de orvalho que fortificam as sementes frágeis!

Até dia 2 de julho!

2º Encontro de Famílias – 2 de Julho 2017

Ensino Doméstico Católico

Convidamos todos os interessados a participar no 2º Encontro de Famílias.

O tema deste encontro será a família e teremos a alegria de o aprofundar com o ensinamento do nosso Bispo da Diocese de Setúbal.

A participação é gratuita mas carece de inscrição no seguinte formulário.

Data: 2 Julho 2017 (domingo à tarde)

Local: Quinta do Álamo (seixal)

Tema: Família – base da sociedade

Programa:

14.30h – Acolhimento
15h-  Ensino Doméstico Católico – Informações do Projeto PONTES
15.30- Ensinamento do Sr. Bispo D. José Ornelas Carvalho
16.30- Lanche partilhado
17h- Via da Família – Oração
19h-Eucaristia
20h- Jantar partilhado

Organização: Família Atalaia
Assistência: Pe. David Caldas

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Convite

Ensino Doméstico Católico

Caríssimas famílias,

Enviamos um convite: Estarmos juntos no sábado dia 8 de abril em Fátima.

Faremos uma peregrinação familiar até ao Santuário de Fátima, nesse dia e gostávamos de vos lançar esse desafio. Entrem no carro e rumem até ao Santuário!

Neste ano, do centenário das Aparições de Nossa Senhora, levemos até à nossa Mãe: os nossos agradecimentos, os nossos pedidos e rezemos pelas famílias! Quantas graças podem ser derramadas!

Propomos o seguinte horário:

12h – Terço na Capelinha das Aparições

12h30 – Eucaristia na Capelinha das Aparições

Almoço no Solar da Marta. Podem reservar almoço no solar ou trazer a vossa refeição de casa.

Tempo livre, com possibilidade de confissões a partir das 14h

15.30h-18.30h – Tempo de partilha no solar da marta com lanche partilhado.

19h- Término

P.S. Para quem quiser existe a possibilidade de reservar almoço, jantar e/ou noite no solar. O que nos dá a…

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Liberdade

As crianças são muito genuínas e quando estão convictas, do seu ponto de vista, conseguem ser muito argumentativas.

– Mãe, a “X” diz que Jesus não é perfeito!! Diz-lhe que é!

Foi neste momento, que percebemos, que as duas amigas, tinham chegado ao ponto de “não diálogo”. Cada uma argumentava e tentava convencer a amiga das suas razões.

Tínhamos iniciado uma pausa na gelataria Santini…Depois de preparar a saída de casa com os petizes, viajar 40 km, estacionar em Belém, fazer a visita de estudo e “sobreviver” à loja de recordações dos museus, era chegada a hora de nos sentarmos… a saborear um gelado.

Errado!! Como nos enganamos tanto. Afinal era o momento de uma discussão teológica! O mote inicial foi a visita ao Museu dos Coches; daí a reis e princesas, foi um salto evidente. Não percebi o início da conversa mas, as conversas são como as cerejas, e quando se chegou às qualidades dos monarcas e como eram perfeitos, a discussão acendeu.

– Não, os reis e as princesas são pessoas como nós. Não são perfeitos! Só Jesus é perfeito!

– Não é nada! Ninguém é perfeito!

– Mãe, a “X” diz que Jesus não é perfeito!! Diz-lhe que é!

Bem, tive mesmo que abandonar o meu gelado, por breves momentos, e o melhor que me saiu foi:

– Os reis e rainhas são pessoas como nós, por isso não são perfeitos.

Tinha sido uma tentativa, de voltar a um ponto de razão que as duas concordassem, e que a discussão continua-se, sem autismos de ambas as partes. Enganei-me novamente.

– Vês, eu bem te disse! respondeu prontamente à amiga, – mas não ficou satisfeita: – Diz-lhe, que só Jesus é perfeito!

Não tive tempo de dizer mais nada. E agora foi a vez da amiga pedir ajuda à sua mãe:

– Mãe, a “Y” diz que só Jesus é perfeito!!

Nós mães, sabíamos que estávamos num ponto sensível, e com muito tato cada uma fazia o melhor que podia.

Desta vez, é a minha amiga que diz à filha:

-Sabes filha, quando acreditamos muito numa coisa ela passa a ser verdade para nós. Nem todos acreditamos nas mesmas coisas. Temos que principalmente nos respeitarmos e sermos tolerantes uns com os outros.

Fiquei a refletir sobre este episódio e pensei na sorte imensa de ter amigos tão diversos. São com as dificuldades e discussões deste tipo que crescemos. E crescemos também na nossa fé.

É verdade, que quando acreditamos em algo ela passa a ser verdade para nós mas não necessariamente para outros. Por exemplo, se eu tiver uma perturbação perceptiva e vir o mundo às bolas coloridas esta é uma realidade minha mas não é uma realidade para as outras pessoas.

A Verdade cativa, e não se deixa amedrontar por dissabores ou até mesmo terrores. De outra forma, como se explica que um filho de um carpinteiro que viveu há 2000 anos, contra todas as expectativas, atraia a Si tantos mártires ainda nos dias de hoje? Estão todos a ver uma verdade individual?  Jesus diz-nos em S. João 11,1-45 “Eu Sou a Ressurreição e a Vida”. Esta Verdade, pode ou não ser acolhida por cada um de nós, mas mesmo que ninguém acredite, não passa a ser mentira.

A Verdade, não depende da nossa vontade em acreditar, ela existe por si. Nem depende do número de crentes, ela existe por si.

Deixei o assunto por uns dias e voltei a falar com a minha filha sobre o episódio enquanto conduzia.

– Lembras-te da conversa com a tua amiga, sobre Jesus?

-Sim, mãe.

– Vais ter muitos amigos e amigas que não conhecem e não acreditam em Jesus. Deverás sempre respeitá-los, falar sobre Jesus, se for oportuno. Mas, não vale gritar ou tentar convencer à força. Isso não é assim. Quando esteve na terra, Jesus nunca gritou a ninguém para O seguirem. Fazia um convite. Um convite sincero mas com um respeito absoluto pela liberdade do outro. Um convite, pode-se negar. Nunca forçava ninguém a acreditar no que dizia ou fazia. Cada um de nós, pode ou não, aceitar o Seu convite. Não podemos agir aos gritos, para tentar convencer os nossos amigos da existência de Jesus. Percebes filha?

– Já percebi. Fez uma pequena pausa e diz: – E assim, somos mais parecidos com Jesus, não é?

Emocionei-me e fiquei tão grata com a resposta simples e profunda de uma menina de 6 anos.

– É isso mesmo! Se queres que os teus amigos conheçam Jesus, reza por eles. É o melhor que podes fazer.

Jesus respeita sempre a liberdade de cada um de nós. Não se impõe, para nos convencer a nada. Jesus espera por cada um de nós, a seu tempo. Cada um de nós tem o seu tempo e para Deus não há tempo.

Nesta quaresma rezemos uns pelos outros. Com amizade.

Quaresma, renúncia ou caminho?

Cá em casa, as tarefas somam-se e nada como este tempo de quaresma para nos lembrar do essencial. Na 3ª feira de Carnaval começámos a preparar o nosso oratório pedagógico para este novo tempo litúrgico. Na 4ª feira de Cinzas, colocámos os materiais que tínhamos preparado em família no dia anterior.

A quaresma tem estas duas dimensões: o caminho que se percorre e a renúncia que se vai fazendo no seu percurso. Para caminhar tenho que renunciar. Uma renúncia, nem sempre óbvia, mas decerto no final do caminho, gratificante.

Estão a ver aquelas 2 canecas no oratório? Foi uma ideia que tirámos de um outro blog. Uma tem vários feijões secos para colocarmos na outra à medida que oferecemos uma renúncia. No final do dia, cada um de nós partilha as suas renúncias e transfere os feijões para a caneca que simboliza essas pequenas ofertas.

Assim, ao preparar o oratório as questões surgem:

– Renunciar é dizer que não a algo, certo mãe?

– Sim, mas também é deixar espaço livre para algo melhor. Renunciar a vontade de dar uma resposta desagradável, e retribuir com um sorriso honesto de compreensão. Ou renunciar a uma escolha mais cómoda ou socialmente mais gratificante e abrir espaço para um caminho novo.

Renunciar como caminhar significa escolher. Escolher ser e fazer melhor. Significa liberdade. Cada dia, cada hora contam. Caminhar é ter a certeza que se chega, mesmo que não se conheça com clareza todo o percurso. Nada nos deve deter, se tivermos na mira a meta – A Páscoa do Senhor.

Vamos caminhar?