Basta uma migalha

Este fim-de-semana, os meus planos saíram frustrados. Tinha um retiro planeado e desejado, é um tempo tão eficaz de desenvolvimento pessoal e da nossa relação com Deus. Mas, pude cuidar dessa relação de uma outra forma, da forma onde era mais precisa, onde devia estar. Não seria melhor de outro modo.

Há cerca de 2 semanas que as gripes e infeções respiratórias tomaram pouso por estas bandas, o que me tem dado cansaço acumulado, noites mal dormidas e necessidade de doses extra de paciência. Associado, a um temporal que não deixa a pequenada colocar o nariz fora de portas para espairecer na rua…ui…só vos digo que…não é fácil.

Nestes limites, percebemos bem, que o nosso comodismo, egoísmo, enfim, o nosso ego é muito sensível.

Felizmente, já começou (espero) a reta ascendente se, mais ninguém adoecer. E no domingo conseguimos rezar a Via-Sacra em família. Na sala, em frente ao oratório, a minha filha de 7 anos, já quis rezar umas quantas estações, o que foi maravilhoso aos meus olhos, mas o irmão mais velho (15 anos) impacientava-se, com a lentidão das estações lidas pela irmã. Sem dizer nada, mas pela linguagem corporal eu percebia o seu esforço. Foi de tal forma, que deu direito a adormecer (o anti-histamínico também deve ter ajudado 😀 ). A mais pequenina (de 4 anos) pintava comigo as imagens das estações que íamos colocando na cruz realizada pelo irmão e pelo pai há alguns anos.

Mas quando rezamos a Via-Sacra não temos grande vontade de nos queixarmos dos nossos pequenos sofrimentos. Das noites mal dormidas, da impaciência, da irmã que reza mais devagar. São apenas isso, pequenos sofrimentos que nos lembram que o discípulo não é maior que o Mestre. E onde se elevou Jesus, se não numa Cruz?

É uma oração maravilhosa para fazermos em família, há quem reze a colorir, há quem reze de forma mais atenta e há quem reze deixando-se embalar no sono e no cansaço (e que bom é adormecer assim).

Também no sábado, fui à Eucaristia com o meu grupo de catequese que se prepara para a primeira-comunhão. Na altura, em que a assembleia se prepara para a comunhão levo pela mão os meninos que me querem acompanhar. A curiosidade é crescente e o desejo de comungar também. Uma das meninas, muito desenvolta e engraçada, ao questionar, como sempre faço, se me queria acompanhar na fila, responde com olhos vivos e muita graça: – Claro! Se abrir bem a boca pode ser que me caía uma migalha!!

Segurei o riso, melhor não diria!! Basta a presença de uma migalha de Pão Celestial para mudar os nossos corações. Desejemos ardentemente essa migalha poderosa em Amor. Que esta quaresma nos reserve queridas “migalhas de gente” que nos ajudam a crescer e a ver o essencial.

Continuação de Santa Quaresma!Via-Sacra

 

 

 

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Conhece-te, aceita-te e supera-te!

Na festa de Natal organizada pelo projeto PONTES tivemos a alegria de contar com um sacerdote que realizou uma homilia belíssima. O pensamento que lhe deu início foi de Santo Agostinho “Conhece-te, aceita-te e supera-te”.

Durante algum tempo meditei na sua homilia. Alguns dos aspetos que retive foi a necessidade de nos conhecermos, e de nos aceitarmos, tal como somos, para nos podermos superar.

Também como pais é necessário ajudar os filhos neste desafio. Cada um, tem os seus talentos e os seus pontos a melhorar.

Mas fiquei a pensar, que se este processo não for apenas um exercício narcisista, esse auto-conhecimento leva-nos a Deus. Se não, andamos apenas no auto-conhecimento, na auto-ajuda, na auto-subsistência. Inevitavelmente é um processo incompleto e que nos insatisfaz.

Mas, olhemos para o exemplo de Santo Agostinho quando se deu conta da presença e existência de Deus numa altura mais tardia da sua vida – “Tarde Te amei!” dizia ele, e é uma das orações mais belas de quem se encontra finalmente com o Criador. E esse encontro será onde?  Diz-nos Santo Agostinho: “Tu estavas dentro de mim e eu fora…”

Quantos de nós, se conhece realmente? E “quanto” se conhece?

Uma excelente forma de nos conhecermos, cada vez melhor, é a realização de retiros de silêncio. O tempo litúrgico da quaresma, que se avizinha, é uma altura propícia e com oferta variada. O ruído exterior em que vivemos inunda a nossa interioridade e impede esse conhecimento e este encontro! Aqui ficam alguns testemunhos de quem já realizou um retiro que talvez possam ajudar.

Conhece-te, aceita-te e supera-te! É um excelente desafio para 2018!

 

As crianças e a oração

– Será que as crianças devem ser batizadas? Isso não é retirar-lhes a liberdade de uma escolha futura? -Será que as crianças devem rezar? – É isso adequado? Ou a oração é apenas “beatices”?!

Algumas destas dúvidas e questões assaltam muitos pais contemporâneos. A literatura é extensa em livros de autoajuda e ajuda parental, mas falha algo essencial. A certeza, que são os pais que melhor conhecem e compreendem os seus filhos e sabem o que eles necessitam.

Contudo, como adultos por vezes o nosso caminho está envolto em dúvidas e mais dúvidas. A dúvida em certa medida é saudável e muitas vezes leva-nos até ao caminho certo, mas não nos conseguimos alicerçar em dúvidas, precisamos de dogmas.

Talvez por isso, quando não acreditamos em Deus … acreditamos em qualquer coisa. E dogmas podem ser muitos. Um da atualidade é: não podemos ter dogmas alguns – isso por si, já é um dogma embora possa ser pouco estruturante.

Foi precisamente esta uma das reflexões numa conversa com o meu filho sobre estes assuntos e uma aula de filosofia em que se referiu que o dogma da religião seria impeditivo de filosofar. Sinto profunda gratidão que o meu filho adolescente tenha os pais como porto seguro para expor as suas ideias, dúvidas ou frustrações.

Voltemos às questões iniciais. Será que duvidamos que devemos dar alimentos aos nossos filhos, ou temos a ideia de que privá-los dos mesmos lhes pode dar liberdade de escolha no futuro? Não. Sabemos perfeitamente que lhes dará : fome, desnutrição e finalmente a morte. Então porque duvidamos que devemos alimentar a sua alma?

Será que acreditamos que somos apenas matéria? Se assim for, é natural que pensemos que não temos que nutrir a alma. Mas, se temos dúvidas, vale a pena refletir nelas e perguntar a quem nos possa esclarecer melhor. E, se até gostaríamos de ter fé, vale a pena pedi-la!

Talvez, na nossa sociedade atual se considere que acreditar na imortalidade da alma ou até mesmo na sua existência é sinal de fraqueza, de infantilidade ou pouca inteligência. Mas, só porque não se vê não quer dizer que não exista. E se colocarmos a nossa razão a questionar e nos deixarmos inquietar com estas questões percebemos que embora a fé não seja racional, ela é bastante razoável.

A busca do Homem da razão da sua própria existência acompanha a História. Negar essa evidência é negar uma necessidade humana básica de procura, crescimento e maturidade.

O que não me parece razoável pensar é que estamos a dar liberdade ao retirar o alimento espiritual a uma criança. Ao negar uma identidade, ao negar um sacramento não estamos a dar liberdade, estamos a limitá-la. Não posso ser verdadeiramente livre se não conheço. Só posso escolher perante o que me é dado a conhecer.

Esta passagem do livro “Ensinar as crianças a rezar” das Edições Carmelo é bastante elucidativa sobre os sentimentos da criança que reza:

“Já falámos da admiração que provocam na criança todas e cada uma das descobertas que vai realizando no seu pequeno mundo. Não sufoquemos essa admiração. Admirar-se é de sábios não de tontos. Por isso servir-lhe-á, não só para rezar, mas também para as outras dimensões da vida. Também devemos exultar com ela de entusiasmo e de louvor.”

Numa passagem do Evangelho de Lucas 18, 15-17 num tempo em que as crianças não eram valorizadas socialmente apresentaram umas crianças a Jesus, para que Ele lhes tocasse e “Vendo isso, os discípulos repreenderam-nos. Mas Jesus chamou-os a si, dizendo: «Deixai vir a mim os pequeninos; não os impeçais, pois deles é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.»

Voltando, à discussão de ideias com o meu filho retive uma frase sua: “Ainda não encontrei uma explicação mais credível para a existência do Homem que a própria existência de Deus.”

A fé e o conhecimento da mesma não nos turva, não nos retira a liberdade ou o sentido crítico. Pelo contrário, expande as nossas capacidades. Citando Jaime Nubiola no seu livro “Convite a pensar” (que aconselho vivamente) deixo a reflexão:

” O importante era a convição da minha mãe e talvez resida nela a origem da minha vocação filosófica. Só vale a pena dialogar – como escreveu Rhonheimer- «quando as convições se levam a sério, como expressão da convição subjetiva de que a nossa convição corresponde à verdade». A minha mãe dava-me as suas razões porque estava convencida da verdade da sua posição, mas sobretudo porque queria ensinar-me a pensar por minha conta. Transferir as decisões pessoais para o «todos fazem» equivale a atirar-se da janela, isto é, a deixar de pensar.”

Não nos deixemos então atirar pela janela, agarremos a nossa vida como protagonistas pensantes e não como meros espectadores!

Confiemos! E deixemo-nos admirar pelo Bem e pelo Belo. Silenciar, contemplar uma montanha, uma flor, a beleza da criação e escutar bem no nosso interior.

Que o Menino Jesus nasça em cada coração neste Natal!

Crianças e Oração.jpg

 

Festa de Natal – 10 de dezembro em Fátima

Ensino Doméstico Católico

Bom dia!

 
No domingo, dia 10 de dezembro, no Solar da Marta em Fátima vamos realizar a festa de Natal.
Seguem as informações. Se quiserem participar contactem! A participação é gratuita, basta trazer boa disposição!
Programa:
  1. Eucaristia na Capela do Solar às 11.30h
  2. Almoço convívio *
  3. Partilha das famílias – música, encenações, poemas…o que a imaginação e os talentos de cada família nos brindar!
  4. Lanche
 
 
* Quem quiser pode levar as suas refeições, quem pretender pode reservar almoço e/ou lanche.
Os preços são: 
Almoço:
Refeição completa com água, vinho e sumo: 11 euros.
Para crianças entre 5 e 10 anos: 6 euros.
Crianças dos 0 aos 4 anos é grátis.
 
Lanche: 
Leite com chocolate ou outra bebida + croissants/sandes de queijo e fiambre:  3 euros

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Vencer o medo e a saudade

A minha lobita de 7 anos fez o primeiro acantonamento deste ano letivo e o primeiro das patas tenras (aspirantes a lobitos).

Acredito que seja sempre um momento de tensão ou medo para pais e filhos. Os pais que gostariam que a experiência fosse sempre gratificante. E os filhos que têm de lidar com o medo de passar uma noite fora de casa. Por vezes, pela primeira vez no chão com uma esteira pouco confortável, com frio, com amigos que se mexem toda a noite, que ressonam ou choram um pouco. Deve ser um momento difícil … mas como é belo voltarem cheios de triunfos para nos contarem!

– Não tive medo, mãe. Este ano, já estou mais crescida. Mas não dormi nada! O X. não parou de se mexer toda a noite!

Sei, que se trata de um normal exagero de quem terá tido mais dificuldade em adormecer mas fixei os seus olhos quando lhe perguntei:  “Mas gostaste?” E a resposta veio transparente “Foi tão fixeeee!”

– Sabes que os chefes fizeram um teatro de sombras para nós? E nós também fizemos teatro. Mas tive tantas saudades da minha mana!

– Ela também teve tuas meu amor! E está desejosa de ser pata tenra para ir com a mana para os escuteiros. Ela ainda te vai acompanhar no ultimo ano de lobita.

– Pois é mãe! E no ultimo ano de exploradora e de pioneira e de caminheira e de chefe!

Sorri ao ouvi-la e pensei: é assim que os sonhos devem ser: grandes! Mesmo sabendo que somos muito pequeninos. Tão pequeninos … mas os sonhos (que por vezes podem amedrontar) esses têm o tamanho que a nossa coragem e atrevimento nos permitem.

Que os nossos sonhos, sejam sonhos sem fronteiras ou limites!

Atreve-te!

 

Festa de Holywins!

O ano passado, já celebrámos a festa de Todos os Santos, no dia 1 de novembro com uma ideia bem gira: vestir as crianças de santos. E assim foram à Missa vestidas de santas com as amiguinhas. Em casa preparámos um lanche alusivo ao tema com mais uma família amiga.

Mas este ano, fomos mais ousadas … vesti as minhas filhas de Santas no dia 31 e uma parte do dia desfilámos pelas ruas onde fomos observadas por olhares curiosos! Afinal o dia estava pautado por abóboras e teias de aranha e de repente apareciam princesas! Lindas e sorridentes!

santas

O belo é de extrema importância para as crianças. Infelizmente, conheço casos de crianças que não vão à escola neste dia com pavor dos disfarces. A minha filha de 7 anos sente a pressão dos pares, nas atividades extra-curriculares que frequenta, para se fantasiar de acordo com parâmetros importados e com fins meramente comerciais e de consumo. Mas as crianças quando expostas ao belo não cedem a essa pressão com facilidade.

Na sua aula de violino, sussurrou ao ouvido da amiguinha de turma – que se vestia de preto e roxo, com lábios pintados de preto e chapéu pontiagudo – :
– Eu estou vestida de Santa Inês!
Decerto a menina, sua amiga, preferia um fato colorido e adornado com uma grinalda de flores ao invés do seu sorumbático disfarce… Pode ser que para o ano assim seja!

À noite, fomos até à paroquia do Barreiro, onde umas queridas amigas prepararam uma festa da Véspera de Todos os Santos com jantar partilhado e convívio entre as famílias presentes. Os adultos e crianças foram vestidos com o disfarce do Santo escolhido e entre conversa, jogos e brincadeira foi um serão muito animado.

Era tão bom que fosse espalhado para mais paróquias, grupos de amigos, em cada casa… Que tal começarem a pensar para o ano nos vossos disfarces e programas? Vamos a isso?! Aguardo novidades! Escrevam a partilhar ideias e organizem-se para o próximo ano termos mais festas destas!

Ficam aqui alguns sites que podem servir de inspiração:

http://www.familiasdecana.pt/blog/da-nascente/em-cana-da-galileia/todos-os-santos/

http://www.familiasdecana.pt/blog/da-nascente/em-cana-da-galileia/holywins-2017/

https://showerofroses.blogspot.pt/2010/10/getting-ready-to-celebrate-feast-of-all.html

 

A aprendizagem em comunidade

Este ano letivo, tem andado a uma boa velocidade. Por um lado, tenho aprendido a gerir melhor as minhas expectativas (e o meu lado tendencialmente perfecionista) como também, a gerir a impulsividade e renunciar a algumas coisas boas mas que não teria tempo para as fazer e, em simultâneo, ter dias dedicados ao estudo, à pesquisa, à organização e às oportunidades educativas para os meus filhos. Por detrás de uma planificação existem muitas horas de trabalho…

Por isso, embora por vezes sinta alguma pena em não conseguir “estar em tudo”, por outro, essa renuncia tem sido fonte de crescimento interior.

Este ano, confirmou-me que temos uma rede de suporte na comunidade local indispensável para que a nossa escolha educativa possa ser verdadeiramente fonte de aprendizagens diversas e significativas.

A minha filha de 7 anos, está oficialmente em ensino doméstico, tendo sido matriculada este ano no 1º ano (é condicional). No entanto, ela já lê o suficiente para gostar de ler livros simples para a mana. E coloquei-lhe um pequeno desafio que ela aceitou prontamente – ler para outras plateias.

Assim, contactei duas queridas amigas e excelentes profissionais que trabalham em diferentes contextos a explicar isso mesmo e a pedir sugestões de espaços para participarmos.

Expliquei que a minha filha se sentia capaz de, por exemplo, ler o livro ” Não é uma caixa” de Antoinette Portis e que podia ser complementado com uma atividade final.

Uma atividade com simples caixas vazias que as crianças, depois da leitura da história, explorassem a criatividade imaginando o que seria a sua caixa. E assim, brincarem usando apenas uma caixa e a sua imaginação.

A resposta pronta e amiga não se fez tardar! Na nossa biblioteca municipal, existe há cerca de 12 anos o espaço “Aqui Brincamos Todos”, às 4ª feiras, das 10H30 às 12H00, dirigido a famílias do 0 aos 6 anos. Seria então esse o espaço proposto para partilhar as suas competências.

A experiência foi muito boa. A minha filha desenvolveu de forma concentrada e autónoma a apresentação da história e da atividade. As criticas que recebeu foram extremamente positivas em relação à forma como se preocupou que todos seguissem a história e observassem as ilustrações. Leu de forma pausada e com segurança.

No final disse-me com um sorriso rasgado: – Adorei, mãe! Na minha cabeça estava com um pouco de vergonha mas acho que correu bem!

Sem dúvida, uma manhã a repetir! Uma excelente oportunidade de partilha de saberes e de experiências.

Se estiverem interessados em aparecer e quiserem saber mais pormenores escrevam! O ambiente é muito bom e a partilha é característica deste espaço.

Para a semana haverá mais noutro contexto 🙂

 

A felicidade está nas pequenas coisas

A felicidade está nas pequenas coisas, no trabalho do quotidiano, nas relações que se estabelecem e fortificam. Nas contrariedades que se ultrapassam; na luta diária.

Observar e saborear o crescimento da nossa família, criar laços de amizade, fortalecer antigos com um passeio com amigos, um jantar, ouvir uma amiga. São exemplos de bons momentos de alegria.

Na educação não é diferente. O início da educação é a observação. As pequenas coisas podem fazer grandes diferenças. Tenho usado a fotografia para registar alguns desses momentos. Mas a verdadeira riqueza é invisível aos olhos. Por isso, partilho o que é possível!

Boas aventuras em família, entre famílias, entre amigos, em comunidade!

o barco

Aprendemos quando usamos a imaginação no faz de conta. Isto é um barco a remos! Um passeio à floresta com as amigas…tão bom! As mães conversaram 🙂

em casa 11-9-2017

Aprender pode ser em casa…

… mas também pode ser num passeio

… ou em qualquer sítio!

Motivação

“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”

Madre Teresa de Calcutá

Acordei, sem grande motivação para trabalhar! Estava naquele modo “preguiça em término de férias”. Depois de me deitar mais tarde que o previsto e de um dia anterior cansativo, a vontade, estava bem abaixo do limiar necessário para um dia produtivo… e não ajudava nada pensar que hoje o dia tinha sido destinado a limpezas.

Mas recebi uma grande ajuda na minha dose de motivação. Após o pequeno-almoço e a saborear o meu café, li o evangelho do dia e fui ver qual o santo que se celebra hoje.

Tento, que esta seja uma parte da minha rotina diária. E gosto de o fazer sozinha … para isso acontecer tento acordar antes da pequenada mas nem sempre é possível. A pequenada é muito madrugadora cá em casa. Bebi então o meu café e sintonizei-me com a Igreja. Após as leituras recordei que hoje é dia de Santa Teresa de Calcutá.

E ao pensar no trabalho incansável, daquela grande mulher, o ânimo deu uma ajuda à vontade. O dia ficou tão melhor e nem imaginam o que já consegui produzir nesta manhã! “Só” porque olhei para o exemplo de uma amiga. São isso, que os Santos são. Nossos amigos.

Madre Teresa dizia: “Para que um amor seja verdadeiro, ele tem de doer”. Por isso, mesmo sem vontade fui aspirar, lavar e arrumar. Mas quando não apetece mesmo nada … então é quando temos mesmo de teimar em fazer o que precisamos de fazer … por amor.

Porque o amor dói. Sim, dói torcer a vontade de gostar mais de preguiçar do que arrumar. Mas, se soubermos que vamos limpar, arrumar pelos que amamos, para ter uma casa limpa e em ordem (a possível com crianças 🙂 ) que ajuda no dia a dia de todos, então, podemos entregar esse trabalho cheios de alegria. Por Ti, Senhor. Mesmo e sobretudo quando não me apetece mesmo nada!

Madre Teresa de Calcutá certa vez disse: “O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.”

Deixo abaixo um video que vi em tempos verdadeiramente inspirador! Para o caso, de vos aparecer um dia que precisa de uma dose extra de energia 😉

Uma mensagem da Santa Teresa de Calcutá

Um bom dia a todos! Gota a gota…