Inscrições no 3º Encontro de EDC

Divulgação do 3º Encontro de Famílias interessadas em EDC promovido pelo projeto PONTES.

Ensino Doméstico Católico

O programa do nosso 3º Encontro está pronto!

Data: 5 e 6 de agosto (domingo e segunda-feira) 2018

  • Para quem quiser, pode acampar logo no dia 5 num terreno de uma família amiga próximo do Santuário de Alexandrina de Balasar. Aqui decorrerá, o nosso tempo de convívio, conversas e brincadeiras! O espaço é de sonho, junto ao rio, e só precisam de trazer tendas, toalhas e repelente 🙂 Temos acesso a banho (água fria) para quem quiser. Temos mesas para fazer as nossas refeições partilhadas e uma cozinha de apoio e um otimo espaço para as crianças brincarem à vontade!

Local: No norte! As atividades decorrem no Santuário de Alexandrina de Balasar – http://www.alexandrinadebalasar.pt/ e num local (onde iremos acampar) a cerca de 10 min. de automóvel do Santuário

Programa:

Domingo – 5 de agosto

15h- Chegada e montagem das tendas
18h-Eucaristia no Santuário
19.30h – Jantar partilhado (Iremos comprar e…

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Promover o gosto pela leitura

A promoção pelo gosto da leitura autónoma tem como base o diálogo, a nossa leitura em voz alta durante muitos e bons anos, o nosso exemplo, um ambiente preparado com o manuseamento de livros como forma de diversão. E claro, não menos importante – o indivíduo 🙂

2015 leitura

Foto tirada em maio de 2015 ( 23 meses e 5 anos de idade) – brincadeira das irmãs com os livros entram no jogos de faz-de-conta.

Gosto de promover a leitura como momento de lazer e não unicamente como forma obrigatória para fazer qualquer tarefa. Claro, que também é necessária, mas uma leitura obrigatória não associa, aos potenciais leitores, ler por gosto e decisão (motivação intrínseca) mas apenas por imposição (motivação extrínseca). E isso, faz muita diferença, em qualquer coisa que façamos! Estamos sempre a tempo de nos educarmos, talvez e também por isso, seja tão gratificante ser mãe 😉

livros

Construção do livro do Advento

Deixo a lista de alguns livros que lemos durante o ano letivo de 2017-2018. Foram lidos em voz alta por mim, lidos e relidos pela minha filha de 7 anos à irmã, aos pais, aos amigos, em acções na biblioteca, numa escola amiga. Temos muitas pessoas a quem agradecer a ajuda e colaboração neste processo.

Foram muitos e muitos momentos de leitura, diária e apaixonada. Também períodos de alguma frustração (que aliviava prontamente para não dar lugar a uma ideia de que “não consigo”). Muitas palavras de motivação, abraços e histórias contadas no sofá, no parque, na floresta.

E, quando faço a avaliação do antes e depois, penso: que maravilha descansarmos agora nas férias e apreciar a minha pequena leitora que já lê com tanto gosto e com uma compreensão e velocidade bastante razoável.

Lembro-me com tanto carinho e entusiasmo  quando o meu filho de 15 anos começou a ler fluentemente no 2º ano. É um marco quando os nossos filhos aprendem a ler e quando fazem isso connosco – não obstante o nosso esforço, medo de fracasso, dúvidas-, quando acontece … é muito belo!

Entretanto, neste ano trabalhámos a leitura (com livros adaptados à capacidade e velocidade da mesma. E muitos livros encontrámos na nossa biblioteca municipal e em que contámos também com a preciosa ajuda da nossa amiga bibliotecária. Os primeiros a serem lidos pela minha filha, foram os que eu já tinha lido várias vezes para elas, depois aqueles que pelas suas características eram mais fáceis (letras GRANDES, textos e frases curtas e repetidas) depois foi a pouco e pouco aumentando o grau de dificuldade, sempre com acompanhamento porque pode ser muito frustrante a iniciação à leitura se a dificuldade parecer intransponível.

“Rimas” deve ser o livro mais antigo que tenho para os meus filhos. E está já em mau estado. Infelizmente ainda não consegui encontrar um que o substitua. Pois é o mais amado desde há 15 anos.

Wook.pt - Rimas

Mas com este post, descobri o novo da autora, “Mais Rimas” e vou juntá-lo à nossa biblioteca 🙂

Wook.pt - Mais Rimas

“Lengalengas para miúdas e miúdos”

Lengalengas para miúdas e miúdos

“Adivinhas para miúdas e miúdos”

Adivinhas para miúdas e miúdos

– “Não é uma caixa” de Antoinette Portis

Wook.pt - Não É Uma Caixa!

“Sem rumo pelo mundo, Catarina e o Urso” de Christian Pieper;

Wook.pt - Sem Rumo pelo Mundo, Catarina e o Urso

– “Catarina, o Urso e Pedro” de Christian Pieper;

Wook.pt - Catarina, o Urso e Pedro

– “Vamos a caça do urso” de Michael Rosen e Helen Oxenbury;

Wook.pt - Vamos à Caça do Urso

Vários livros do nível 1 e 2 da Coleção leio sozinho da Verbo 

 

O Patinho Feio

“O Ovo do Ivo” de Karen Sapp e David Bedford

Wook.pt - O Ovo do Ivo

“Como Apanhar Uma Estrela” de Oliver Jeffers; Tradução: Rui Lopes

Wook.pt - Como Apanhar Uma Estrela

“Poesia para todo o ano” – Antologia organizada de acordo com temas abordados no 1.º ciclo do ensino básico de Luísa Ducla Soares 

Este livro acompanha-nos todas as manhãs e não há dia sem poesia. Muitas já são lidas pela minha filha de 7 anos e memorizadas pelas minhas duas filhas (de 5 anos e 7 anos).

Há cerca de pouco mais de 1 ano atrás, já a minha filha mais nova, que na altura ainda tinha 3 anos, foi dizer um poema de cor com a minha ajuda numa ação realizada na nossa biblioteca sobre poesia. Foi a única criança, entre vários adultos e jovens a dizer poesia, a maior parte do que disse nem se terá percebido. Mas isso não foi o importante 🙂 Na altura disse o “Abecedário maluco dos nomes” de Luísa Ducla Soares.

Wook.pt - Poesia para todo o ano

“Aquela nuvem e outras” de Eugénio de Andrade

Wook.pt - Aquela Nuvem e Outras

Os 6 livros da Coleção “Perguntas à procura de resposta” de Rita Vilela 

A Coragem do Leão

Grande Livro de Fábulas

Wook.pt - Grande Livro de Fábulas

Neste momento, a minha filha de 7 anos, já lê vários livros, revistas, panfletos, etc com maior ou menor dificuldade. Lê-nos adivinhas. As palavras mais complicadas já não a frustram. Pergunta o que precisa, ou ignora e passa à frente :), e lê por puro prazer. A minha filha de 5 anos, identifica muitas letras, faz rimas a brincar e recita poemas e lengalengas. Um dos maiores objetivos iniciais do ano foi atingido: aprender a ler de forma mais fluente mas especialmente gostar de o fazer!

Obrigada, Senhor!

Leituras de verão – sugestões e recursos

A leitura em voz alta para toda a família é um dos momentos que mais apreciamos. A maior dificuldade é escolher livros que se tornem apelativos e adequados à idade de todos os ouvintes. Já que a oscilação, cá por casa, vai dos 5 aos 43 anos. Nem todos os livros preenchem esse critério 🙂

E, como há tanta oferta é bom conhecer de antemão os nossos leitores e o que os cativa. A escolha é o processo que consome mais tempo.

Há muitos livros, mas nem todos nos ajudam a crescer e na melhor das hipóteses são pura perda de tempo. E ainda podem ter como efeito secundário, para leitores resistentes (e eu tenho um!), percam cada vez mais o interesse pela leitura.

Depois de alguma pesquisa e seleção, e para me ajudar na tarefa de decisão, uso uma plataforma que avalia os livros em relação à moral e à fé cristã. Obviamente que a escolha e decisão final é nossa, mas o esclarecimento do que se espera nestes dois âmbitos é importante, na eleição consciente e livre de obras com uma moral bela e construtiva.

A plataforma existe em inglês e para os que preferem o espanhol também há! Tem um motor de busca simples e outro mais avançado. Podemos pesquisar por tema, título ou por autor. É uma ferramenta útil que nos dá ainda um recurso que é a classificação de “estrela” a obras de referência que apaixonam leitores há tantos anos!

Este ano, a seleção já foi feita e por cá vão começar as leituras de verão 🙂

As primeiras apostas são:

1 – A Teia da Carlota, de E.B. White. Já tínhamos lido outro livro do autor “O Cisne e os seu Trompete” que foi um verdadeiro sucesso! Foi um dos melhores livros lidos em família. É arrebatador e qualquer um de nós conseguia rever-se nas personagens, identificar características pessoais. É uma leitura deliciosa para qualquer idade.

teia

Se quiserem ler “O Cisne e o seu Trompete” e partilhar com outras famílias a vossa leitura podem juntarem-se ao Clube da Sara Mackenzie,que vai realizar a sua leitura este verão!

cisne

2- E, como os mais velhos também gostam de leitura em voz alta (e no caso do meu precisam de livros com mais verbos e menos adjetivos!) este vai ser só para o serão dos mais crescidos, pois ainda não é indicado para os mais novos. Mark Twain é um autor que nos dá ação e aventura em doses extra! E assim vamos ter: “As Aventuras de Tom Sawyer”

tom

Partilhem as vossas escolhas nas caixas de comentários! O que vão ler este verão, o que sugerem para leituras para toda a família?

Desejosa de levar os nossos livros para o areal e ao som das ondas folhear os capítulos, ouvir as gargalhadas, os “ohhh”, e os pedidos para “só mais um capitulo!!” que estas leituras motivam.

Se ainda não têm esse hábito na vossa família, comecem este verão! Usem o calendário e risquem o dia quando tiverem realizado 5 minutos de leitura em voz alta, ou um capítulo. Se todos os dias lerem, imaginemos, 5 páginas ao fim de 30 dias leram um livro de 150 páginas. Se lerem 10 páginas, ao fim de 30 dias leram um de 300 páginas!!

Pouco a pouco, constroem memórias deliciosas e inesquecíveis para todos. Os mais pequenos e mexidos muitas vezes estão a ouvir a história e ao mesmo tempo a brincar com as mãos na areia, num brinquedo, mas estão muito atentos! Basta depois ouvir o que dizem sobre o que ouviram. Mas se ainda não experimentaram a leitura com todos os elementos da família é mais fácil começar em casa, num ambiente já conhecido, para que a distração seja menor.

Deixo um vídeo que pode ser útil a quem queira abarcar nesta aventura deliciosa!

 

 

Um jornal muito especial :)

A minha filha, de 7 anos iniciou a colaboração no Jornal da Costa da Caparica, enquanto jornalista.

Aqui fica a sua primeira contribuição! É uma alegria ver o trabalho colaborativo de duas crianças, que com o apoio necessário, dão o início a um projeto que além de aprenderem pode ajudar outras crianças e famílias com os seus conteúdos informativos.

Parabéns ao Noah e à Inês pelo seu entusiasmo e trabalho! Continuem!

Ser Mulher

A Maternidade é um dom maravilhoso. Em cada filho, a nossa vida altera-se. Crescemos mais e melhor.  Mas educar é uma arte difícil e muitas vezes dolorosa. Pensamos, questionamos e questiona-mo-nos nesse processo delicado. Pois temos a noção, ou o medo, que podemos transformar ao longo dos anos um bebé delicado num estafermo sem tamanho! E ainda por cima, não há receitas, pois não há dois iguais… Mas há orientações e essas são preciosas.

Tenho observado com mais atenção como muitas crianças e jovens não sabem relacionar-se com educação e cortesia. Entre eles, e com pessoas mais velhas. Cabe aos pais a função de educar. Não nos podemos pôr à margem dessa necessidade. Nem colocar a expectativa, que será o meio escolar, ou outro qualquer, a realizar a função dos pais.

As crianças e os jovens têm de aprender a respeitar os pais, irmãos, avós, professores, os mais velhos, os mais fracos. E isso aprende-se na família. Ao sermos respeitados e amorosamente ensinados somos ensinados a respeitar. Que sociedade queremos criar se não cumprirmos o nosso papel enquanto educadores?

Hoje em dia, as mães e as famílias têm muitas dúvidas das suas competências. Mas o que podemos errar, parece-me bem maior quando omitimos a nossa função de educar. As nossas mães não tinham tanta informação mas tinham uma certeza – amo os meus filhos e faço o melhor por eles! – Isto continua a ser verdade hoje, mas em vez de certezas, temos muitas dúvidas, muitas opções, muita literatura e muita confusão!

O que se pode e não pode fazer, dizer, vestir, quanto tempo posso estar na internet? Parece que pode tudo desde que nos apeteça. Mas, não é verdade. Os nossos filhos não são diferentes de nós na necessidade de orientação, de luz no caminho. Precisam, como nós precisámos, e continuamos a precisar, de verdade e não de mentiras. Mentiras que tudo podemos fazer desde que queiramos; que só nós importamos. O nosso “eu” parece ser agora o centro do universo e uma aparente felicidade, o nosso caminho sagrado. Independentemente do quanto possamos magoar os outros no percurso.

Importa o que fazemos no nosso caminho e no caminho que cruzamos com os outros. E, é uma crueldade criar as crianças e jovens sem esse conhecimento. Perceba-se sem se saberem relacionar com educação, cortesia, amabilidade, respeito por si próprio e pelos outros. Enfim, com amor.

Para isso, contamos com quem nos ensinou. Os nossos pais, os seus exemplos, as coisas boas e as menos boas; tudo serviu para nos construir, para nos dar uma tela onde fazemos a nossa história. E além de tudo, contamos com tantos e bons recursos.

As mães têm uma função muito bela. O Papa Francisco, na sua Exortação Apostólica – A Alegria do Amor – dá-nos tantas e belas mensagens sobre a maternidade, a família e os desafios que a sociedade enfrenta, e que nos pode ajudar neste tema.

Alerta-nos: “Há que considerar o crescente perigo representado por um individualismo exagerado que desvirtua os laços familiares e acaba por considerar cada componente da família como uma ilha, fazendo prevalecer, em certos casos, a ideia de um sujeito que se constrói segundo os seus próprios desejos assumidos como carácter absoluto”

Mas também nos deixa uma mensagem de esperança: ” De facto, as mães são o antídoto mais forte contra o propagar do individualismo egoísta. São elas que testemunham a beleza da vida”

Por isso, e para todas as mães que não se sentem suficientemente valorizadas, não se esqueçam que isto é entre Deus e cada uma de nós, nunca foi entre nós e a sociedade.

Muito embora, a nossa fé como nos diz o Papa: ” não nos tira do mundo, mas insere-nos mais profundamente nele”. A sociedade só fica a ganhar com o trabalho e o amor de uma mãe, embora incompreensivelmente não o saiba reconhecer devidamente.

Mas o que realmente interessa, é saber porque o faço. E como em qualquer trabalho, o que me realiza verdadeiramente, não é o que faço, mas porque o faço. Como o construtor, saibamos que não estamos apenas a colocar umas pedras mas a construir uma catedral.

A Maternidade é fonte de crescimento interior intenso e de busca incessante de Deus. E quando um filho nos escreve um poema aos 7 anos, leva-nos a estas reflexões, lembra-nos esse amor gigantesco, essa admiração maravilhosa que tínhamos e sempre teremos pela nossa mãe. E como é belo vermos a história repetir-se nos nossos filhos. E esse amor incondicional, transporta-nos para o modelo de Maternidade que nunca nos defrauda -Maria. Escreveu o Santo Padre João Paulo II – “Maria é modelo incomparável de acolhimento e cuidado da vida”

Porque para educarmos é preciso nos educarmos, deixo um pensamento de S. João da Cruz:

“O remédio custoso, como o é tudo aquilo que tem valor – está em procurar o verdadeiro centro da vida humana, o que pode dar uma hierarquia, uma ordem e um sentido a tudo: a intimidade com Deus, mediante uma vida interior autêntica”

E a referência de alguns livros que me ajudaram a tomar consciência da importância do meu trabalho como: esposa, mãe, mulher!

  • Maternidade e Vida – À Luz do Evangelho de João Paulo Pimentel. Editora Diel.
  • As Mãos de Deus – Matrimónio e Família nos ensinamentos de São Josemaria. De António Váquez. Editora Lucerna

Um poema para a mãe

Basta uma migalha

Este fim-de-semana, os meus planos saíram frustrados. Tinha um retiro planeado e desejado, é um tempo tão eficaz de desenvolvimento pessoal e da nossa relação com Deus. Mas, pude cuidar dessa relação de uma outra forma, da forma onde era mais precisa, onde devia estar. Não seria melhor de outro modo.

Há cerca de 2 semanas que as gripes e infeções respiratórias tomaram pouso por estas bandas, o que me tem dado cansaço acumulado, noites mal dormidas e necessidade de doses extra de paciência. Associado, a um temporal que não deixa a pequenada colocar o nariz fora de portas para espairecer na rua…ui…só vos digo que…não é fácil.

Nestes limites, percebemos bem, que o nosso comodismo, egoísmo, enfim, o nosso ego é muito sensível.

Felizmente, já começou (espero) a reta ascendente se, mais ninguém adoecer. E no domingo conseguimos rezar a Via-Sacra em família. Na sala, em frente ao oratório, a minha filha de 7 anos, já quis rezar umas quantas estações, o que foi maravilhoso aos meus olhos, mas o irmão mais velho (15 anos) impacientava-se, com a lentidão das estações lidas pela irmã. Sem dizer nada, mas pela linguagem corporal eu percebia o seu esforço. Foi de tal forma, que deu direito a adormecer (o anti-histamínico também deve ter ajudado 😀 ). A mais pequenina (de 4 anos) pintava comigo as imagens das estações que íamos colocando na cruz realizada pelo irmão e pelo pai há alguns anos.

Mas quando rezamos a Via-Sacra não temos grande vontade de nos queixarmos dos nossos pequenos sofrimentos. Das noites mal dormidas, da impaciência, da irmã que reza mais devagar. São apenas isso, pequenos sofrimentos que nos lembram que o discípulo não é maior que o Mestre. E onde se elevou Jesus, se não numa Cruz?

É uma oração maravilhosa para fazermos em família, há quem reze a colorir, há quem reze de forma mais atenta e há quem reze deixando-se embalar no sono e no cansaço (e que bom é adormecer assim).

Também no sábado, fui à Eucaristia com o meu grupo de catequese que se prepara para a primeira-comunhão. Na altura, em que a assembleia se prepara para a comunhão levo pela mão os meninos que me querem acompanhar. A curiosidade é crescente e o desejo de comungar também. Uma das meninas, muito desenvolta e engraçada, ao questionar, como sempre faço, se me queria acompanhar na fila, responde com olhos vivos e muita graça: – Claro! Se abrir bem a boca pode ser que me caía uma migalha!!

Segurei o riso, melhor não diria!! Basta a presença de uma migalha de Pão Celestial para mudar os nossos corações. Desejemos ardentemente essa migalha poderosa em Amor. Que esta quaresma nos reserve queridas “migalhas de gente” que nos ajudam a crescer e a ver o essencial.

Continuação de Santa Quaresma!Via-Sacra

 

 

 

Conhece-te, aceita-te e supera-te!

Na festa de Natal organizada pelo projeto PONTES tivemos a alegria de contar com um sacerdote que realizou uma homilia belíssima. O pensamento que lhe deu início foi de Santo Agostinho “Conhece-te, aceita-te e supera-te”.

Durante algum tempo meditei na sua homilia. Alguns dos aspetos que retive foi a necessidade de nos conhecermos, e de nos aceitarmos, tal como somos, para nos podermos superar.

Também como pais é necessário ajudar os filhos neste desafio. Cada um, tem os seus talentos e os seus pontos a melhorar.

Mas fiquei a pensar, que se este processo não for apenas um exercício narcisista, esse auto-conhecimento leva-nos a Deus. Se não, andamos apenas no auto-conhecimento, na auto-ajuda, na auto-subsistência. Inevitavelmente é um processo incompleto e que nos insatisfaz.

Mas, olhemos para o exemplo de Santo Agostinho quando se deu conta da presença e existência de Deus numa altura mais tardia da sua vida – “Tarde Te amei!” dizia ele, e é uma das orações mais belas de quem se encontra finalmente com o Criador. E esse encontro será onde?  Diz-nos Santo Agostinho: “Tu estavas dentro de mim e eu fora…”

Quantos de nós, se conhece realmente? E “quanto” se conhece?

Uma excelente forma de nos conhecermos, cada vez melhor, é a realização de retiros de silêncio. O tempo litúrgico da quaresma, que se avizinha, é uma altura propícia e com oferta variada. O ruído exterior em que vivemos inunda a nossa interioridade e impede esse conhecimento e este encontro! Aqui ficam alguns testemunhos de quem já realizou um retiro que talvez possam ajudar.

Conhece-te, aceita-te e supera-te! É um excelente desafio para 2018!

 

As crianças e a oração

– Será que as crianças devem ser batizadas? Isso não é retirar-lhes a liberdade de uma escolha futura? -Será que as crianças devem rezar? – É isso adequado? Ou a oração é apenas “beatices”?!

Algumas destas dúvidas e questões assaltam muitos pais contemporâneos. A literatura é extensa em livros de autoajuda e ajuda parental, mas falha algo essencial. A certeza, que são os pais que melhor conhecem e compreendem os seus filhos e sabem o que eles necessitam.

Contudo, como adultos por vezes o nosso caminho está envolto em dúvidas e mais dúvidas. A dúvida em certa medida é saudável e muitas vezes leva-nos até ao caminho certo, mas não nos conseguimos alicerçar em dúvidas, precisamos de dogmas.

Talvez por isso, quando não acreditamos em Deus … acreditamos em qualquer coisa. E dogmas podem ser muitos. Um da atualidade é: não podemos ter dogmas alguns – isso por si, já é um dogma embora possa ser pouco estruturante.

Foi precisamente esta uma das reflexões numa conversa com o meu filho sobre estes assuntos e uma aula de filosofia em que se referiu que o dogma da religião seria impeditivo de filosofar. Sinto profunda gratidão que o meu filho adolescente tenha os pais como porto seguro para expor as suas ideias, dúvidas ou frustrações.

Voltemos às questões iniciais. Será que duvidamos que devemos dar alimentos aos nossos filhos, ou temos a ideia de que privá-los dos mesmos lhes pode dar liberdade de escolha no futuro? Não. Sabemos perfeitamente que lhes dará : fome, desnutrição e finalmente a morte. Então porque duvidamos que devemos alimentar a sua alma?

Será que acreditamos que somos apenas matéria? Se assim for, é natural que pensemos que não temos que nutrir a alma. Mas, se temos dúvidas, vale a pena refletir nelas e perguntar a quem nos possa esclarecer melhor. E, se até gostaríamos de ter fé, vale a pena pedi-la!

Talvez, na nossa sociedade atual se considere que acreditar na imortalidade da alma ou até mesmo na sua existência é sinal de fraqueza, de infantilidade ou pouca inteligência. Mas, só porque não se vê não quer dizer que não exista. E se colocarmos a nossa razão a questionar e nos deixarmos inquietar com estas questões percebemos que embora a fé não seja racional, ela é bastante razoável.

A busca do Homem da razão da sua própria existência acompanha a História. Negar essa evidência é negar uma necessidade humana básica de procura, crescimento e maturidade.

O que não me parece razoável pensar é que estamos a dar liberdade ao retirar o alimento espiritual a uma criança. Ao negar uma identidade, ao negar um sacramento não estamos a dar liberdade, estamos a limitá-la. Não posso ser verdadeiramente livre se não conheço. Só posso escolher perante o que me é dado a conhecer.

Esta passagem do livro “Ensinar as crianças a rezar” das Edições Carmelo é bastante elucidativa sobre os sentimentos da criança que reza:

“Já falámos da admiração que provocam na criança todas e cada uma das descobertas que vai realizando no seu pequeno mundo. Não sufoquemos essa admiração. Admirar-se é de sábios não de tontos. Por isso servir-lhe-á, não só para rezar, mas também para as outras dimensões da vida. Também devemos exultar com ela de entusiasmo e de louvor.”

Numa passagem do Evangelho de Lucas 18, 15-17 num tempo em que as crianças não eram valorizadas socialmente apresentaram umas crianças a Jesus, para que Ele lhes tocasse e “Vendo isso, os discípulos repreenderam-nos. Mas Jesus chamou-os a si, dizendo: «Deixai vir a mim os pequeninos; não os impeçais, pois deles é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.»

Voltando, à discussão de ideias com o meu filho retive uma frase sua: “Ainda não encontrei uma explicação mais credível para a existência do Homem que a própria existência de Deus.”

A fé e o conhecimento da mesma não nos turva, não nos retira a liberdade ou o sentido crítico. Pelo contrário, expande as nossas capacidades. Citando Jaime Nubiola no seu livro “Convite a pensar” (que aconselho vivamente) deixo a reflexão:

” O importante era a convição da minha mãe e talvez resida nela a origem da minha vocação filosófica. Só vale a pena dialogar – como escreveu Rhonheimer- «quando as convições se levam a sério, como expressão da convição subjetiva de que a nossa convição corresponde à verdade». A minha mãe dava-me as suas razões porque estava convencida da verdade da sua posição, mas sobretudo porque queria ensinar-me a pensar por minha conta. Transferir as decisões pessoais para o «todos fazem» equivale a atirar-se da janela, isto é, a deixar de pensar.”

Não nos deixemos então atirar pela janela, agarremos a nossa vida como protagonistas pensantes e não como meros espectadores!

Confiemos! E deixemo-nos admirar pelo Bem e pelo Belo. Silenciar, contemplar uma montanha, uma flor, a beleza da criação e escutar bem no nosso interior.

Que o Menino Jesus nasça em cada coração neste Natal!

Crianças e Oração.jpg

 

Festa de Natal – 10 de dezembro em Fátima

Ensino Doméstico Católico

Bom dia!

 
No domingo, dia 10 de dezembro, no Solar da Marta em Fátima vamos realizar a festa de Natal.
Seguem as informações. Se quiserem participar contactem! A participação é gratuita, basta trazer boa disposição!
Programa:
  1. Eucaristia na Capela do Solar às 11.30h
  2. Almoço convívio *
  3. Partilha das famílias – música, encenações, poemas…o que a imaginação e os talentos de cada família nos brindar!
  4. Lanche
 
 
* Quem quiser pode levar as suas refeições, quem pretender pode reservar almoço e/ou lanche.
Os preços são: 
Almoço:
Refeição completa com água, vinho e sumo: 11 euros.
Para crianças entre 5 e 10 anos: 6 euros.
Crianças dos 0 aos 4 anos é grátis.
 
Lanche: 
Leite com chocolate ou outra bebida + croissants/sandes de queijo e fiambre:  3 euros

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