2º Encontro de Famílias – 2 de Julho 2017

Ensino Doméstico Católico

Convidamos todos os interessados a participar no 2º Encontro de Famílias.

O tema deste encontro será a família e teremos a alegria de o aprofundar com o ensinamento do nosso Bispo da Diocese de Setúbal.

A participação é gratuita mas carece de inscrição no seguinte formulário.

Data: 2 Julho 2017 (domingo à tarde)

Local: Quinta do Álamo (seixal)

Tema: Família – base da sociedade

Programa:

14.30h – Acolhimento
15h-  Ensino Doméstico Católico – Informações do Projeto PONTES
15.30- Ensinamento do Sr. Bispo D. José Ornelas Carvalho
16.30- Lanche partilhado
17h- Via da Família – Oração
19h-Eucaristia
20h- Jantar partilhado

Organização: Família Atalaia
Assistência: Pe. David Caldas

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Convite

Ensino Doméstico Católico

Caríssimas famílias,

Enviamos um convite: Estarmos juntos no sábado dia 8 de abril em Fátima.

Faremos uma peregrinação familiar até ao Santuário de Fátima, nesse dia e gostávamos de vos lançar esse desafio. Entrem no carro e rumem até ao Santuário!

Neste ano, do centenário das Aparições de Nossa Senhora, levemos até à nossa Mãe: os nossos agradecimentos, os nossos pedidos e rezemos pelas famílias! Quantas graças podem ser derramadas!

Propomos o seguinte horário:

12h – Terço na Capelinha das Aparições

12h30 – Eucaristia na Capelinha das Aparições

Almoço no Solar da Marta. Podem reservar almoço no solar ou trazer a vossa refeição de casa.

Tempo livre, com possibilidade de confissões a partir das 14h

15.30h-18.30h – Tempo de partilha no solar da marta com lanche partilhado.

19h- Término

P.S. Para quem quiser existe a possibilidade de reservar almoço, jantar e/ou noite no solar. O que nos dá a…

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Liberdade

As crianças são muito genuínas e quando estão convictas, do seu ponto de vista, conseguem ser muito argumentativas.

– Mãe, a “X” diz que Jesus não é perfeito!! Diz-lhe que é!

Foi neste momento, que percebemos, que as duas amigas, tinham chegado ao ponto de “não diálogo”. Cada uma argumentava e tentava convencer a amiga das suas razões.

Tínhamos iniciado uma pausa na gelataria Santini…Depois de preparar a saída de casa com os petizes, viajar 40 km, estacionar em Belém, fazer a visita de estudo e “sobreviver” à loja de recordações dos museus, era chegada a hora de nos sentarmos… a saborear um gelado.

Errado!! Como nos enganamos tanto. Afinal era o momento de uma discussão teológica! O mote inicial foi a visita ao Museu dos Coches; daí a reis e princesas, foi um salto evidente. Não percebi o início da conversa mas, as conversas são como as cerejas, e quando se chegou às qualidades dos monarcas e como eram perfeitos, a discussão acendeu.

– Não, os reis e as princesas são pessoas como nós. Não são perfeitos! Só Jesus é perfeito!

– Não é nada! Ninguém é perfeito!

– Mãe, a “X” diz que Jesus não é perfeito!! Diz-lhe que é!

Bem, tive mesmo que abandonar o meu gelado, por breves momentos, e o melhor que me saiu foi:

– Os reis e rainhas são pessoas como nós, por isso não são perfeitos.

Tinha sido uma tentativa, de voltar a um ponto de razão que as duas concordassem, e que a discussão continua-se, sem autismos de ambas as partes. Enganei-me novamente.

– Vês, eu bem te disse! respondeu prontamente à amiga, – mas não ficou satisfeita: – Diz-lhe, que só Jesus é perfeito!

Não tive tempo de dizer mais nada. E agora foi a vez da amiga pedir ajuda à sua mãe:

– Mãe, a “Y” diz que só Jesus é perfeito!!

Nós mães, sabíamos que estávamos num ponto sensível, e com muito tato cada uma fazia o melhor que podia.

Desta vez, é a minha amiga que diz à filha:

-Sabes filha, quando acreditamos muito numa coisa ela passa a ser verdade para nós. Nem todos acreditamos nas mesmas coisas. Temos que principalmente nos respeitarmos e sermos tolerantes uns com os outros.

Fiquei a refletir sobre este episódio e pensei na sorte imensa de ter amigos tão diversos. São com as dificuldades e discussões deste tipo que crescemos. E crescemos também na nossa fé.

É verdade, que quando acreditamos em algo ela passa a ser verdade para nós mas não necessariamente para outros. Por exemplo, se eu tiver uma perturbação perceptiva e vir o mundo às bolas coloridas esta é uma realidade minha mas não é uma realidade para as outras pessoas.

A Verdade cativa, e não se deixa amedrontar por dissabores ou até mesmo terrores. De outra forma, como se explica que um filho de um carpinteiro que viveu há 2000 anos, contra todas as expectativas, atraia a Si tantos mártires ainda nos dias de hoje? Estão todos a ver uma verdade individual?  Jesus diz-nos em S. João 11,1-45 “Eu Sou a Ressurreição e a Vida”. Esta Verdade, pode ou não ser acolhida por cada um de nós, mas mesmo que ninguém acredite, não passa a ser mentira.

A Verdade, não depende da nossa vontade em acreditar, ela existe por si. Nem depende do número de crentes, ela existe por si.

Deixei o assunto por uns dias e voltei a falar com a minha filha sobre o episódio enquanto conduzia.

– Lembras-te da conversa com a tua amiga, sobre Jesus?

-Sim, mãe.

– Vais ter muitos amigos e amigas que não conhecem e não acreditam em Jesus. Deverás sempre respeitá-los, falar sobre Jesus, se for oportuno. Mas, não vale gritar ou tentar convencer à força. Isso não é assim. Quando esteve na terra, Jesus nunca gritou a ninguém para O seguirem. Fazia um convite. Um convite sincero mas com um respeito absoluto pela liberdade do outro. Um convite, pode-se negar. Nunca forçava ninguém a acreditar no que dizia ou fazia. Cada um de nós, pode ou não, aceitar o Seu convite. Não podemos agir aos gritos, para tentar convencer os nossos amigos da existência de Jesus. Percebes filha?

– Já percebi. Fez uma pequena pausa e diz: – E assim, somos mais parecidos com Jesus, não é?

Emocionei-me e fiquei tão grata com a resposta simples e profunda de uma menina de 6 anos.

– É isso mesmo! Se queres que os teus amigos conheçam Jesus, reza por eles. É o melhor que podes fazer.

Jesus respeita sempre a liberdade de cada um de nós. Não se impõe, para nos convencer a nada. Jesus espera por cada um de nós, a seu tempo. Cada um de nós tem o seu tempo e para Deus não há tempo.

Nesta quaresma rezemos uns pelos outros. Com amizade.

Quaresma, renúncia ou caminho?

Cá em casa, as tarefas somam-se e nada como este tempo de quaresma para nos lembrar do essencial. Na 3ª feira de Carnaval começámos a preparar o nosso oratório pedagógico para este novo tempo litúrgico. Na 4ª feira de Cinzas, colocámos os materiais que tínhamos preparado em família no dia anterior.

A quaresma tem estas duas dimensões: o caminho que se percorre e a renúncia que se vai fazendo no seu percurso. Para caminhar tenho que renunciar. Uma renúncia, nem sempre óbvia, mas decerto no final do caminho, gratificante.

Estão a ver aquelas 2 canecas no oratório? Foi uma ideia que tirámos de um outro blog. Uma tem vários feijões secos para colocarmos na outra à medida que oferecemos uma renúncia. No final do dia, cada um de nós partilha as suas renúncias e transfere os feijões para a caneca que simboliza essas pequenas ofertas.

Assim, ao preparar o oratório as questões surgem:

– Renunciar é dizer que não a algo, certo mãe?

– Sim, mas também é deixar espaço livre para algo melhor. Renunciar a vontade de dar uma resposta desagradável, e retribuir com um sorriso honesto de compreensão. Ou renunciar a uma escolha mais cómoda ou socialmente mais gratificante e abrir espaço para um caminho novo.

Renunciar como caminhar significa escolher. Escolher ser e fazer melhor. Significa liberdade. Cada dia, cada hora contam. Caminhar é ter a certeza que se chega, mesmo que não se conheça com clareza todo o percurso. Nada nos deve deter, se tivermos na mira a meta – A Páscoa do Senhor.

Vamos caminhar?

50º Dia Mundial da Paz

No 5oº dia mundial da paz, o nosso dia foi passado em família. Fomos todos juntos à Missa, almoçámos com as 4 gerações de mulheres da família representadas, juntas e divertidas… filhas, mães, avó e bisavó 🙂

À tarde fomos até à praia. Brincámos, jogámos à bola, rimos e rezámos o nosso terço familiar. Hoje pedimos unicamente pela paz. Pela paz no mundo, pela paz nas famílias, pela paz nos corações. Neste dia, de Santa Maria, Rainha da Paz e da Família não deixemos de pedir tamanha graça.

1-janeiro

Gostaria de ter observado mais famílias com crianças na praia, a brincar; a contemplar a natureza; a cheirar a maresia; a ouvir o som das aves, das ondas. Apenas os risos e gritos dos meus filhos faziam ruído. É imperativo, que saibamos que o tempo de, e em família é tempo para semear a paz. E isso mesmo nos lembra a mensagem do Papa Francisco, para a celebração deste dia, de onde, retirei esta passagem:

A raiz doméstica duma política não-violenta

5-Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. (…) Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão.[16] A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade.[17] Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero

Um bom ano para todos!

Avaliar…com que critérios?

Iniciámos o 1º ano com a nossa filha mais velha (6 anos). Ela é condicional, ou seja, nasceu depois de 15 de setembro e por isso, formalmente só a matricularemos para o próximo ano letivo.

Este facto, deu-nos um ano confortável para enfrentar um dos meus maiores receios no início do ED: a alfabetização. Aprender a ler e escrever é um processo moroso, pode trazer muitos desconfortos porque necessita de método, perseverança, paciência e consistência da nossa parte. Ou seja, rotina…Para quem tem estas características é naturalmente mais fácil esta etapa. Para quem não as tem tão “afinadas”, é uma luta diária!

Decididamente, estamos ao ritmo do calendário escolar e por isso em modo: férias de Natal.

Os motivos são vários:

1-abrandar o ritmo: – preparar a casa e o nosso coração para recebermos o Menino Jesus; escrever postais de Natal; preparar refeições para a família alargada; fazer pequenas lembranças; ler histórias de Natal; ver filmes em família; estar com os amigos, lidar com as gripes…

2- o irmão mais velho, que frequenta a escola, está também em período de férias escolares.

3-podemos programar dias de brincadeira, sem limitações de horário, com as amigas que frequentam a escola.

4- os períodos de férias são ótimos para descansar da rotina e retomarmos, com entusiasmo redobrado, o trabalho.

5- e, podemos distanciar-nos e avaliar o caminho percorrido ao longo do 1º período.

Fazer a avaliação da metodologia, da organização, dos resultados.

É importante, refletir na forma como está a funcionar o nosso dia, os nossos dias, a semana, os meses. Como estamos organizados, o que estamos a aprender e com que alegria. Se, o nosso planeamento inicial está a ser seguido, se estamos a atingir os objetivos propostos ou se estamos a fugir da rota, o que foi alterado e porquê. O que pode ser necessário alterar.

Em suma, refletir sobre a forma como se está a desenrolar a linha condutora da filosofia educativa e, com que frutos.

Isso é bem mais que saber como está a aprendizagem da leitura e da escrita (felizmente a correr bem e dentro das expectativas!) mas perceber como lidam os meus filhos com as outras pessoas; como se preocupam, ou não, com quem mais precisa; como atuam, perante uma frustração, uma contrariedade, um amigo que está triste; como partilham o seu tempo e os seus brinquedos.

Estes são alguns indicadores que nos devem nortear e podem ajudar a perceber sobre a forma como se está a realizar o crescimento dos nossos filhos.

Este ano, a minha filha de 6 anos, é uma “pata tenra” 🙂 Ou seja, está no seu 1º ano nos escuteiros- na 1ª secção (lobitos) -e tem sido uma experiência muito gratificante. Já fez o seu 1º acampamento em que demonstrou autonomia e uma boa integração no grupo. Sente-se crescida, responsável, feliz. Para ela ser escuteiro é ser crescido (tem o exemplo do irmão mais velho). E para nós pais, é verdadeiramente ter parceiros na educação dos nossos filhos.

Aqui vai um exemplo:

-Mãe, dás-me o troco do pão?

-Para que o queres filha?

Percebi pela sua explicação que na ultima atividade dos escuteiros, antes das férias de Natal, rezaram com o chefe pelas pessoas pobres. As que não têm comida ou habitação para fazer uma refeição no Natal. Esta oração, tocou-a de tal forma que não ficou apenas pela oração. Passou para a acção. Arranjou um mealheiro, nos seus brinquedos e começou a arranjar forma de o encher! E na oração da noite rezou uma Avé-Maria por todas as pessoas com dificuldades.

Os frutos são isto, são aprender a ler e escrever, fazer contas… mas muito mais que isso… é dilatar o coração pelos outros. Isto é verdadeiramente o Natal: acolher o Menino Deus é dissipar o egoísmo e o comodismo. É verdadeiramente amar o outro como se fossemos nós próprios.

Obrigada a todos os que se têm cruzado nesta belíssima viagem educativa e que são parceiros na educação integral dos nossos filhos!

Bem-hajam!

 

 

 

 

É já amanhã!

É já amanhã que se inicia o Advento! Tempo de espera, vigilância e de alegria!

Manter a vigilância e aumentar o amor pelo Menino Jesus passa por nos prepararmos e ajudarmos a nossa família a preparar-se para este tempo.

Cá em casa, faremos pelo segundo ano a árvore de Jessé. Correu muito bem, o ano passado, como atividade familiar e catequética. E claro, a coroa e o Presépio não podem faltar! Depois em cada serão, a oração familiar e do terço ajudam nesta caminhada até ao Natal.

Amanhã, bem cedo, com a energia barulhenta e própria das nossas manhãs de domingo, a casa vai receber as transformações do Advento, e de início de um novo ano litúrgico. A transformação externa é uma adjuvante da transformação interna. Uma transformação, que queremos, bem iluminada para recebermos o Menino Jesus, nos nossos corações! Que Maria nos ajude!

Se ainda não planearam o tempo de Advento ou querem experimentar uma nova atividade familiar aqui fica este artigo, com ideias bem giras, para fazerem na vossa casa!

Um abraço!

arvore-natal

árvore de Jessé – 2015